Bate Papo Mulheres Tatuadas na TATTOO4US – (Iniciando o diálogo)

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Ética no trabalho, assédio sexual e moral, preconceito, autoestima, qualificação profissional…
Esses foram alguns dos diversos assuntos que foram abordados no encontro realizado no espaço multicultural Tattoo 4Us, o bate papo aconteceu no dia 22 de Outubro, teve a participação de mulheres do ramo, mas também algumas amantes da tatuagem.
A proposta desse bate papo inicial, além de abordar alguns assuntos que não são abertamente expostos no meio da tatuagem, teve também como intuito abrir o diálogo para que possamos aos poucos ir
quebrando cada vez mais qualquer tipo de tabu.

A mediação da conversa foi realizada pela Renata Cunha, ela que já esta no meio da tatuagem a alguns anos atuando em diversas áreas, hoje inciando como tatuadora, mas desde sempre convivendo e enfrentando os preconceitos de ser uma mulher tatuada.

Tatuadoras, body piercings, representantes de marcas, miss tattoo, micro pigmentadora, seja qual for sua profissão ou ramo de atuação, as mulheres tatuadas e alternativas ainda sofrem sim certos preconceitos e discriminação, claro que hoje, a tatuagem já mais popularizada e até mesmo comercializada, seja como arte ou estética, porém ainda existem algumas ideias que não se perderam no tempo, como a ideia da “mulher da vida.”
De tatuada para tatuada, nós sabemos que a quantidade de desenhos espalhadas pelo nosso corpo chama atenção e aos olhos de alguns, não é bem visto, mas até ai… Os preconceituosos que nos engulam, pois como sempre dizemos e batemos no peito, somos acima de tudo mulheres que merecemos respeito.

Uma situação bem comum, inclusive que entrou em discussão no bate papo, é a questão do Assédio sexual e moral, vamos colocar uma situação, que algumas vão se identificar.

Você já trabalhou em algum estúdio de tatuagem, mesmo sendo tatuadora ou body piercing, mas as pessoas te associaram a somente recepcionista?
Em um ambiente que em sua maioria os frequentadores são homens, você já sentiu que alguma brincadeira que é considerada normal para eles, te causou algum desconforto?
Já ouviu associações a ser uma mulher fácil ou até mesmo “selvagem” somente pela quantidade ou até mesmo certas tatuagens?

Essas entre algumas várias outras situações são as mais “comuns” que vivenciamos como mulheres no meio da tatuagem, e justamente tratando de algo que não deve ser comum, e sim combatido.
É fácil perceber, que com o tempo criamos uma espécie de blindagem para que possamos passar pelo cotidiano sem ser “atingida”, é claro que a cultura do assédio, muitas vezes está enraizada, e até mesmo passa despercebido, um exemplo é: ” No começo achei que era brincadeira, mas logo vi que a brincadeira já estava passando dos limites.”

A questão do assédio sexual e moral é algo muito mais abrangente para ser combatido, porém se tratando do nosso meio, podemos sim tomar algumas atitudes como mulher para que possamos aos poucos ir não só ganhando mais espaço, assim como viemos conquistando ao longo dos anos, mas também nos sentirmos confortáveis com nós mesmas… Reflitamos.


Esse artigo foi escrito com intuito de iniciar um reflexão sobre os diversos assuntos abordados no bate papo, para que você leitora possa opinar e juntas possamos continuar essa discussão e até mesmo agregar opiniões.
Importante salientar, nós  mulheres não devemos nos oprimir somente por não compartilharmos das mesmas ideias, e sim respeitar a vivência de cada uma, opinião de cada uma e somar em um conceito compartilhado.

Um agradecimento especial a todas as participantes e apoiadores.

Mediação: Renata Cunha e Aline Torchia
Fotografia: Valdez
Participação: Bela Tatuada
Realização: Tattoo4Us
Apoio: Moment Zen
Long Life

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About Author

Paulista, idealizadora do Projeto Bela Tatuada, Body Piercer, Tatuadora e Redatora do Site Portal Tattoo com 20 anos muito bem vividos e e intensos. " Sonhar é necessário para existir."



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