Barbara Avellar, 22 anos, São Paulo – SP, Modelo.

“Comecei a me tatuar com 13 anos, eu tive dificuldades na época em que eu trabalhava muito com eventos. Naquela época eles não aceitavam muito, tinham um certo pré-conceito. Hoje em dia isso mudou muito, eles até procuram pessoas “diferentes” para trabalhar nos eventos.

O pré-conceito sempre irá existir, mas a tendência é sempre melhorar. Sofro até hoje com isso. Por exemplo, sou super eclética. Às vezes saio para algum lugar e chega alguém e fala “Nossa, o que você está fazendo aqui? Você tem cara de rockeira”. Em alguns momentos eu fico brava, em outros eu dou risada por seres humanos terem a cabeça tão pequena assim. Nossa pele é apenas nossa porta de entrada, ela não define o que somos. Então esse pré julgamento é super errado.

Durante toda a minha vida, eu estive envolvida com todo o tipo de arte, sou apaixonada por esse meio e acho que a arte simboliza muito nossos sentimentos. Eu, por exemplo, conto histórias através de marcas em meu corpo. Minhas tattoos fazem parte da minha trajetória, de aprendizados, superações, vitórias etc.

Sou uma pessoa que sempre gostou muito de esporte, acho que cuidar da nossa saúde é primordial. E o esporte, além de ajudar demais nisso, aumenta nossa autoestima, pois podemos chegar aonde quisermos, só basta ter força de vontade.
Trabalho como modelo desde criança. Hoje em dia sou modelo independente  e prefiro assim. Quando comecei a modelar, eu era modelo de passarela também. Com o tempo fui pegando mais gosto em posar para as câmeras e atuar. Já desfilei para marcas de roupas também. E esse é o meu segundo ano no Tattoo Week.
É muito gratificante para mim, participar de um evento como o Tattoo Week, ao lado de mulheres incríveis e batalhadoras, cada um com uma história de vida e essência.

 

A beleza para mim é algo muito peculiar. Eu acho que uma pessoa para ser bela, não precisa ter necessariamente uma beleza exterior, mas sim interior. Ser uma pessoa de caráter e com sua essência que será para sempre sua, sem se deixar influenciar pelos outros.

Acredito que para ser uma Miss, precisa ter personalidade. Estar lá em cima do palco e ser ela mesma, sem querer forçar algo que não é. É se jogar e não ter vergonha do que irão pensar. E reconhecer que é digna desse título, tanto quanto as outras. Sem menosprezar ninguém.
O Miss Tattoo representa muita coisa pra mim, estar participando disso me deixa feliz por poder mostrar a minha arte e a minha história, e tentar quebrar todos os paradigmas existentes. Por representar todas as mulheres tatuadas que existem no mundo todo, isso é muito gratificante. E acredito que é isso que as mulheres querem.

Eu acredito que o desfile tem tamanha importância tanto para quem está lá, como para quem está assistindo. Porque mesmo existindo o preconceito com tatuagem, com a mulher é sempre mais grave. Porque a mulher tem que seguir um padrão, tem que ser aquela mulher perfeita de passarela, magrinha e pele lisa. Mas somos muito mais que isso, podemos ter o corpo que quisermos e da forma que quisermos, e ainda sim continuarmos lindas. Porque como eu disse, a beleza é muito mais do que o que as pessoas olham por fora. Ela é uma questão de sentir.

Fazer parte disso é algo que me faltam as palavras. É um sentimento leve, de dever cumprido, de poder ser a mudança.

Recadinho:
“ Nunca deixem de seguir o coração de vocês. Façam por vocês, não deixem que os outros decidam por vocês. Vocês são a mudança. Vocês são a arte. Juntos somos a arte, o sentimento e a história do mundo.”

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