Luana Prado, 25 anos, Botucatu -SP
“ Quando conheci meu marido, que além de tatuado, trabalha na área como Body Piercing ( atua também com venda de materiais para tatuagem), e me apresentou esse mundo da tatuagem, que até então era desconhecido para mim, mas entrei de cabeça, pois me encontrei.
Acredito que a maior dificuldade na questão da tatuagem, seja o preconceito, principalmente para arrumar emprego, mas confesso que em relação a isso, não tive problemas ainda e espero não ter.
Minha mãe odiou quando eu me tatuei pela primeira vez, mesmo eu já sendo maior de idade, ela ficou dias sem falar comigo. Hoje ela tem várias tatuagens e sempre que vem me visitar quer fazer outra.
Acredito que a sociedade moderna vem evoluindo bastante em relação ao “pré” conceito de uma pessoa tatuada, não é tão marginalizada como antes, porem ainda existe sim, principalmente em algumas religiões e profissões. Tenho amigas que já me confessaram que
antes de me conhecer, tinham uma visão toda errada de mim, por eu ser tatuada, e depois que
me conheceu, viu que era apenas um preconceito dela.
Tem também muito preconceito no olhar das pessoas, apenas pelo olhar, já sinto o preconceito rolando, mas nem dou muita relevância. Meus familiares não gostam, mas respeitam.

Sou estudante de pedagogia, no qual acredito que terei muitos paradigmas para quebrar, pois uma professora tatuada, infelizmente ainda não é tão comum. Mas amo essa área, acho que tenho muito o que acrescentar na educação. Sou casada e mamãe coruja de um menino,
Miguel de 3 anos, que é a minha maior inspiração, meu grande mestre que só acrescentou na minha vida e me ensina muito, diariamente. Adoro fotografias, tanto fotografar quando ser fotografada, mas confesso que sou melhor na frente da lente, do que atrás (risos). Sou bem eclética, ao contrario do que muitos pensam, não curto apenas rock, sou do samba ao reggae.
Sou contra qualquer tipo de preconceito, principalmente em relação ao estilo musical. Apaixonada por decoração e customização, amo ficar inventando arte. Sou muito mística, gosto muito de astrologia, tenho um lado meio bruxa, porem não tenho religião, me considero universalista, sou aquela que acredito em tudo e não duvido de nada.

Comecei como jurada no Golden Tattoo de São Carlos, sou muito critica e adorei avaliar,
no entanto, eu nunca acreditei que tivesse chance de ganhar um concurso de Miss Tattoo,
pensava que pra disputar eu teria que ter o corpo fechado de tatuagens.
Um amigo que sempre participava de convenções, vivia me incentivando, até que fui gostando da ideia e acabei indo participar do Miss tattoo de Barra Bonita- SP, fui sem muitas expectativas, quase desistindo, desfilei pela primeira vez e ganhei o primeiro lugar e nem acreditava, fiquem bem feliz, pois havia sido minha primeira experiência e muito boa por sinal. Logo em seguida participei do Miss tattoo Ourinhos (minha cidade natal), não ganhei, mas adorei a experiência.  Nesse ano ainda serei jurada do Ourinhos Tattoo fest e sou uma das finalista do Tattoo Week SP!!!!

Sinto-me privilegiada em estar nesse time, é uma honra ser uma das finalistas da Tattoo Week
SP, sempre falei que disputar na Tattoo Week, seria minha meta, mas não imaginava que estava tão próximo. Fiz minha inscrição, fiquei bastante ansiosa para saber o resultado, e foi a notícia do ano saber que eu estava entre as finalistas. É um grande evento que fortalece a cena da tatuagem todo ano e representa muito pra mim, estar participando dele, é como uma satisfação pessoal.

Acredito que beleza é algo de dentro pra fora, é o que temos de melhor na nossa essência. Pra mim beleza vai além de um padrão estético.
Beleza é se amar, se aceitar, ser humilde, ser 
feliz, ser uma pessoa empática, carismática e com caráter, enfim, acho que beleza não é uma questão de aparência e sim de atitude.

Simpatia, humildade, carisma, elegância, atitude e personalidade. Não apenas dois, ou três dos
adjetivos que citei, e sim o conjunto todo leva uma Miss Tattoo a ser vencedora.
Empoderamento e representatividade, eu acredito que pra estar lá, precisamos primeiro de tudo nos amar, nos aceitar e acreditar no nosso potencial. E também para representar todas as mulheres tatuadas, que estão ou não alí, e evidenciar a beleza, a essência e a originalidade da mulher tatuada. Acredito que muitas se sentem representadas. Acredito que o gênero que mais prevalece no cenário da tatuagem é o sexo masculino, mas
creio eu, que as coisas estão mudando, principalmente com esses concursos de Miss em
convenções de tatuagem, pois traz a mulher tatuada ou tatuadora pra perto, da mais
visibilidade a elas. Trazendo mais reconhecimento as mulheres desse meio e enriquecendo a
cena. Além se ser uma experiência super bacana, que aproxima mulheres que têm muita coisa
em comum, além da tatuagem, é claro (risos).

Me sinto representando todas as outras, representando os tatuadores e tatuadas que eu conheço, principalmente da minha cidade. Pra mim fazer parte é, contribuir e colaborar. Por mais que seja uma competição, jamais vejo as candidatas como adversárias, eu acredito que a união faz a força, sempre uma ajudando a outra, e seu não ganhar está tudo certo também, participar e contribuir com o evento de alguma forma, já me deixa muito feliz.
Ganhando ou perdendo, desfilando ou julgando sempre é muito bom estar no meio da
tatuagem, representando algo que tanto gosto e me identifico.

Recadinho:
Prometo não decepcionar vocês e dar o meu melhor. Venha prestigiar esse grande evento e
esse desfile que será O DESFILE, eu garanto.
Torçam, gritem, e vibrem comigo. Beijão, espero vocês lá!

 

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