Luana Costa, 35 anos, Rio de Janeiro – RJ, Barbeira e Hair Stylist.
” Estou no meio da tatuagem a mais de 15 anos, eu comecei no mundo da tattoo através de alguns amigos tatuadores, frequentando estúdios e estando no meio. Mas como eu era menor de idade, e naquela época eu só podia colocar piercings, isso aos 16 anos. Fiz minha primeira tattoo aos 21 anos e depois não parei mais.
Nunca tive dificuldades em encontrar trabalho por conta das minhas tattoos, até porque meu campo de trabalho é bem alternativo e me dá toda liberdade que eu preciso para ser quem eu sou, quanto mais diferente for, só me favorece e eu amo isso”

O preconceito ainda existe, muitas vezes começa dentro de casa mesmo. No meu caso, minha mãe é muito careta, sempre recriminou pessoas tatuadas, quando eu de fato, fui me modificando ela disse: “Eu to pagando a minha língua com vc garota”! Eu disse pra ela: ” Mãe, essa sou eu, é melhor você aceitar, pois vai doer muito menos”. (Risadas)

Hoje acredito que ela ainda não aceitou, mas respeitou a minha escolha. Fico surpresa quanto a sociedade, pois para a grande maioria, a tatuagem é marginalizada, hoje menos acredito, mas ninguém pode julgar o próximo e duvidar do caráter de alguém, só porque o outro é tatuado. Infelizmente no Brasil vivemos uma alienação cultural e isso é muito triste.

Sou carioca da gema, casada e tenho uma filha linda de 7 anos, meu outro xodó é meu gato chamado Marcelo. Trabalho como Barbeira/Hair Stylist em uma famosa barbearia moderna carioca, amo os animais e adoro uma night! Adoro sair à noite com os amigos, tomar uma cerveja nos bares, esse é meu jeito malandra de ser. Sou muito brincalhona, trabalho só com homens, acabo que viro um moleque quando estou com eles. Sou movida à musica, ouço rock, blues, metal e até um bom samba de raíz. Minha banda Favorita é o Machine Head e minha cantora mais pop é a P!NK <3. Sou uma mistura louca!

(Trabalhos realizados por Luana Costa – Barbearia do Zé – Rio de Janeiro – RJ)

 


(Luana com faixa de Miss Tattoo Place 2017)

Nunca tinha pensado em desfilar até 2013, quando fui na Tattoo Week Rio, a Renata Cunha, na época organizadora do concurso, me convidou para participar, mas eu era muito inexperiente, ainda não estava preparada. Mas valeu ter participado, depois disso, participei mais 3 vezes de outras convenções.
A minha última foi a Tattoo Place 2017, que concorri a Miss Tattoo Place, fui campeã e fiquei muito feliz, pois era algo que eu queria muito, mas muito mesmo!
É claro que o mais importante é participar e curtir cada momento vencendo ou não. Já fiz também alguns ensaios fotográficos, que me abriram muitas portas, até mesmo dentro na minha profissão, isso te valoriza como mulher, eleva o nosso ego enfim, faz bem pra alma.

Agora estou realizando meu segundo sonho, que é participar do Miss Tattoo Week SP, será maravilhoso estar lá com todas as meninas divando, fazendo bonito no palco e fazendo muito contato também no evento, pois isso rola sempre. E como nós cariocas dizemos: ” A gente goxxxta!” É uma honra estar na Tattoo Week.

Beleza é o que está na sua alma, é ela que você transporta para o seu exterior, ou seja, para sua imagem pessoal, no seu estilo. Você mostra através dele sua atitude e também como és por dentro. Um lado completa o outro. O que uma miss precisa ter para vencer é atitude, vontade e muita garra e claro tatuagens, mas o mais importante. É fazer valer a pena.

O Miss Tattoo representa para mim uma conquista, mais uma para todas nós mulheres alternativas, que não estamos no padrão de beleza imposto pela sociedade, mas temos sim atitude e personalidade para sermos lindas do jeito que escolhemos ser. O desfile em si, incentiva muito outras mulheres a participarem deste universo, a ressaltar a beleza da mulher tatuada e sua credibilidade, seu caráter, personalidade dentre outros predicados.

Na minha vida, fazer parte deste mundo da tattoo, é servir de inspiração para outras pessoas, como acredito que as outras meninas também. Muitos me param nas ruas pra falar do meu estilo, já até ouvi que a esposa de um rapaz raspou a lateral do cabelo, porque eu a encorajei, isso é muito foda, porque liberta essas mulheres do padrão. Mas da mesma forma que ouvi coisas boas, também ja ouvi coisas do tipo: ” Você é lesbica?”
Nada contra, até porque muitas amigas minhas são, mas, associam mulheres que raspam a cabeça seja na lateral ou inteira, que se utilizam do estilo com moicano ou Undercut como Lésbica.

Essa é a nossa sociedade, preconceituosa e machista. Com essas imposições NOS É IMPOSTO,  que denegrimos a imagem da mulher por não sermos comuns.

 

Recadinho:
Essa vai para galera que me acompanha, desde outros desfiles, pelas redes sociais, mandando mensagens e falando comigo nos eventos. Quero agradecer cada um de vocês pelo carinho, pelo apoio e pela torcida. Agradeço aos meus amigos que torcem por mim, mesmo não podendo comparecer aos eventos, mas estão lá comigo de coração, eu sinto a presença vibrante de cada um de vocês. Agradeço à Deus, ao meu marido que me ajuda pacas com as coreografias e ideias inusitadas nos concursos. Muito obrigada!

 

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