Bruna Klippel Schreiber, 25 anos, Gravataí – RS Tatuadora a 2 meses no estúdio Fenix Tattoo.

“ Minha paixão pela arte vem desde a infância, minha primeira tatuagem fiz com 17 anos. Logo em seguida meu ex namorado começou a tatuar, por muitas vezes servi de cobaia para seus trabalhos, desde então, nunca mais deixei o mundo a tattoo.
Por incrível que pareça, nunca tive grandes dificuldades, mas acho que o preconceito maior está no mercado de trabalho, perdi algumas oportunidades em algumas empresas pelo fato de ser tatuada.

Hoje estou iniciando na tatuagem como profissão, ainda sou aprendiz, faço meu curso durante a semana. Meu hobby em casa é estar sempre desenhando, e nos finais de semana geralmente saio com amigos.
Eu nunca pensei ou quis desfilar, mas sempre tive a família e amigos me incentivando a participar de algum concurso. Este ano foi minha primeira vez no palco, no Miss Tattoo Show RS.
Fiz apenas dois ensaios caseiros, ambos com amigas que estavam iniciando na fotografia.
Participar na Tattoo Week é um nervosismo sem tamanho e uma responsabilidade imensa, e não deixa de ser uma honra, ser escolhida para desfilar ao lado de mulheres lindas e influentes nesse meio.

Para mim, a beleza é agradar aos próprios olhos, se sentir bem e confiante consigo mesma, sem seguir algum padrão ou tentar agradar aos outros. Uma, além da beleza (descrita acima), tem que ter atitude, saber demonstrar sua arte corporal sem vulgarizar, ser simpática e autêntica.

Acredito que para todas nós, representa uma forma de podermos expressar como somos e como nos sentimos bem sendo assim, poder se sentir bonita e admirada como qualquer outra mulher ou modelo.

O concurso ajuda de diversas formas, como divulgação do trabalho tanto das participantes como de quem tatua elas. Esses eventos estão cada vez maiores e mais frequentes, isso faz com as pessoas percam um pouco o preconceito e passem a ver com outros olhos a arte. As mulheres que o assistem também passam a ver que todas temos direitos, cada uma tem a sua beleza, e que nós tatuadas podemos chegar no mesmo lugar que uma mulher não tatuada.
Na minha vida, a tatuagem foi uma quebra de barreiras. Muito nova, eu fui diagnosticada com depressão e síndrome do pânico, passei por tratamento e no final da adolescência, decidi por conta própria parar com todas as medicações que eu tomava. Resolvi lutar e ser mais forte que qualquer doença psicológica, e hoje, poder participar de um evento tão expressivo como esse, me faz ter orgulho de mim mesma, e ter certeza de que eu posso e consigo viver normalmente sem medicações. É uma vitória pessoal.

Recadinho:
Só posso agradecer a todas as pessoas que fazem parte disso, a todos que me motivaram a iniciar nesse ramo, a quem me apoia e me motiva. É gratificante ver as pessoas reconhecendo cada evolução minha. Agradeço a todos os elogios e palavras de apoio.

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