A.W. que saiu de casa aos 16 anos e foi contra a família por um amor nos contou:

“Me casei aos 16 anos lembro que fui contra toda a minha família por esse amor, fiz meu pai ir contra a vontade dele entrar na igreja e me entregar pra uma pessoa que ele sabia que não iria me fazer bem…

Logo quando iniciei o relacionamento com o senhor W.L.C, era meu primeiro namorado, conheci ele na festa de noivado do meu primo e no primeiro mês de namoro foi tudo maravilha, até que um dia ele fez o que ninguém nunca tinha feito comigo, me mandou ir tomar naquele lugar, por que não concordei com ele.

Minha mãe me chamou em um canto e me perguntou se ele tinha feito aquilo comigo, e eu lógico, neguei porque queria que meu namoro fosse perfeito igual nos filmes que eu via na sessão da tarde…

Daí ele quis casar e eu apaixonada fui contra todos e me casei. Arrumamos tudo fomos para nosso apartamento onde ali nos primeiros dias de casado ele já abusou de mim e de minha confiança… Fui ao quarto deitar um pouco e quando voltei a cozinha ele estava la na janela da cozinha olhando pra casa da vizinha e se masturbando, sim, isso mesmo! E isso se repetiu várias vezes…

Nesse meio tempo começaram as brigas, até que ele um dia me jogou na cama e me estrangulou… Até que um dia levei um soco dele, ingênua decidi perdoar porque queria que meu casamento desse certo, afinal eu enfrentei minha família por aquele amor.

O dinheiro que ele ganhava, ele gastava tudo com não sei o quê, e o dinheiro que eu ganhava, eu tinha que colocar tudo dentro de casa… Eu não conseguia nem comprar uma roupa se quer.

Fui engordando, ficando depressiva, eu não podia nem sair na esquina de casa que ele sentia ciúmes e me batia, eu não podia falar com minha família, com ninguém, muito menos cortar o cabelo;tinha que viver apenas pra ele.

Enquanto ele trabalhava e fazia faculdade eu ficava em casa engordando e cuidando da casa.

Trabalhava na empresa do meu pai pra poder colocar dinheiro dentro de casa.  Chegou uma época que ele não conseguia mais pagar as prestações do nosso apartamento, aí tive que pedir ajuda para meu pai e ele deu uma casa dele para morarmos e eu iludida pensando que tudo iria melhorar que nada… Apenas piorou suas sessões de masturbação, de espancamento e gritos no meio da rua e ônibus… Chegou uma época que eu ficava em casa sozinha enquanto ele saia para beber com os amigos no bairro da avó dele. Dormia lá, voltava apenas no domingo, ou seja eu ficava sexta, sábado e domingo sozinha enquanto ele gastava dinheiro e se divertia.

Uma vez, ele não concordou por que eu perguntei para ele de certa mensagem no celular dele, ele simplesmente desconversou, mais eu já sabia que ele estava me traindo… Sim, além de apanhar e viver sozinha em uma casa, um quarto escuro e dormir no chão, eu tinha que aceitar ele me traindo. Nesse dia ele pegou um cabo de vassoura e me bateu até eu ficar tonta e não lembrar mais de nada.
Quando me vi, eu estava na cama, de pedir a Deus pra não morrer, apesar que teve dias que pedi pra Deus me levar, pois não aguentava mais apanhar.
Depois desse dia não fui mais trabalhar e  meus pais ficaram preocupados pois tinha uma semana que não aparecia no trabalho… Me lembro que eu não conseguia sair na rua e nem olhar para as pessoas, porque eu sentia medo, parecia que eu iria morrer a qualquer momento. Eu apenas me sentia confortável, ficando no escuro no canto do quarto gelado,eu não tinha nem forças para tomar banho pois só tinha vontade de morrer e pânico de morrer ao mesmo tempo,uma loucura sem fim.

Até que um dia minha mãe de tanto insistir em me chamar em casa eu a atendi, por sorte o W.L não estava em casa, ela viu meu braço direito todo roxo quase preto de tanto apanhar e uma aparência que ela ficou louca e sem chão, pois até então ninguém sabia o que acontecia em minha vida… Nesse dia, minha mãe pegou minhas coisas e me tirou daquela casa, daquele inferno que eu vivia, foi Deus, porque se eu ficasse mais um dia naquela casa eu tinha certeza que teria morrido, pois um dia antes ele tentou me estuprar e me ameaçou com uma faca de cozinhar.

Minha mãe é meu anjo da guarda por ela, devo minha vida, pois ela me salvou desse traste.

As outras histórias que eu vivi ficam guardados no meu coração… essa história de agressão fica guardada no meu arrependimento pois por ter vergonha não denunciei o crápula.”

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